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Planeta e Nave Espacial
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Desempenho Redefinido: A Nova Geração de Processadores Intel para Desktop Chegou!

  • Pedro Luis Cavichiolli
  • 12 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 23 de nov. de 2025

A Mudança de Paradigma


A Intel finalmente virou a página. Após anos empurrando frequências e consumo de energia aos limites extremos com a 13ª e 14ª gerações (Raptor Lake), a gigante dos semicondutores lançou a arquitetura Arrow Lake-S, comercialmente batizada de Série Core Ultra 200S.

Para os entusiastas de hardware, esta não é apenas "mais uma atualização". É uma reformulação completa. Novo socket, nova nomenclatura, adeus ao Hyper-Threading e a introdução de uma NPU dedicada em desktops. Mas será que essa aposta na eficiência compensa em performance bruta? Vamos mergulhar nos detalhes.


1. Arquitetura Desagregada: A Estratégia dos "Tiles"


Diferente dos processadores monolíticos (feitos em um único pedaço de silício) do passado, o Arrow Lake utiliza a tecnologia de empacotamento Foveros 3D. Isso significa que o processador é composto por vários "blocos" (tiles) distintos, fabricados em processos diferentes e unidos em uma base ativa.

  • Compute Tile: Onde a mágica acontece (núcleos de CPU). Fabricado pela TSMC (processo N3B), marcando uma mudança histórica na produção da Intel.

  • SoC Tile: O "cérebro" de conexões, incluindo a NPU e controladores de memória.

  • GPU Tile: Gráficos integrados baseados na arquitetura Xe-LPG.

  • IO Tile: Conectividade (Thunderbolt, PCIe).


2. O Adeus ao Hyper-Threading e os Novos Núcleos


A mudança mais polêmica e corajosa foi a remoção do Hyper-Threading (SMT).

Tradicionalmente, o Hyper-Threading permitia que um núcleo de performance (P-Core) executasse duas threads simultaneamente. No Arrow Lake, a Intel removeu isso.

Por que? A Intel descobriu que os novos E-Cores (núcleos de eficiência) ficaram tão potentes que é mais eficiente energeticamente delegar tarefas multitarefa para eles do que manter o circuito complexo e "faminto" do Hyper-Threading nos P-Cores.

  • P-Cores (Lion Cove): Focados em desempenho bruto single-thread, agora com mais cache L2.

  • E-Cores (Skymont): Um salto geracional massivo. Eles agora lidam com cargas pesadas que antes "engasgavam" os núcleos menores.


3. A Nova Linha: Core Ultra 9, 7 e 5


A nomenclatura "Core i3/i5/i7/i9" foi aposentada. Bem-vindo à era Core Ultra. Abaixo, as especificações dos principais modelos lançados:

Modelo

Núcleos (P + E)

Threads

Clock Max (P-Core)

Potência Base (PBP)

Core Ultra 9 285K

24 (8P + 16E)

24

5.7 GHz

125W

Core Ultra 7 265K

20 (8P + 12E)

20

5.5 GHz

125W

Core Ultra 5 245K

14 (6P + 8E)

14

5.2 GHz

125W

Nota: Todos os modelos "K" são desbloqueados para overclock. As versões "KF" não possuem vídeo integrado.

4. Socket LGA 1851 e Chipset Z890


Se você tem uma placa-mãe LGA 1700 (Z690/Z790), temos más notícias: não há retrocompatibilidade.

O Arrow Lake exige o novo socket LGA 1851. Embora tenha o mesmo tamanho físico do LGA 1700 (o que mantém a compatibilidade com a maioria dos coolers atuais), a pinagem mudou.

Destaques da plataforma Z890:

  • Suporte nativo e robusto para DDR5 (o suporte a DDR4 foi totalmente abandonado).

  • Mais pistas PCIe 5.0 (agora incluindo SSDs NVMe sem "roubar" largura de banda da GPU).

  • Wi-Fi 7 e Thunderbolt 4 integrados nativamente.


5. Performance e Eficiência: A Realidade


Aqui está o ponto crucial. Se você espera um salto de 20% em FPS (quadros por segundo) em jogos comparado ao 14900K, pode se decepcionar.

  • Em Jogos: O desempenho é similar ou, em alguns casos, ligeiramente inferior à 14ª geração.

  • Em Produtividade: Graças aos E-Cores Skymont, o desempenho em renderização e compilação é fantástico.

  • A Grande Vitória: A Eficiência Térmica e Energética.

O Core Ultra 9 285K consegue entregar performance similar ao i9-14900K consumindo, em alguns cenários, 80W a 100W a menos e operando 10°C a 15°C mais frio. Para quem estava cansado de processadores que exigiam water coolers de 360mm apenas para ligar o PC, isso é uma revolução.


6. O Fator IA: A NPU Chegou ao Desktop


Pela primeira vez em um desktop entusiasta, temos uma NPU (Unidade de Processamento Neural) integrada.

Embora a NPU do Arrow Lake (série NPU 3) seja mais modesta que a dos processadores de notebook (Lunar Lake), ela serve para descarregar tarefas leves de IA (como desfoque de fundo em chamadas, cancelamento de ruído ou pequenos assistentes locais) da GPU e da CPU, economizando energia.


Veredito: Vale a Pena o Upgrade?


O Intel Arrow Lake não é sobre quebrar recordes mundiais de clock, mas sim sobre sanidade. A Intel criou uma base sólida, fria e eficiente para o futuro.

Você deve comprar se:

  • Está montando um PC novo do zero.

  • Trabalha com produtividade pesada (edição de vídeo, modelagem 3D).

  • Valoriza um PC silencioso e contas de luz mais baixas.

Você pode esperar se:

  • Já possui um Core i7 ou i9 de 13ª ou 14ª geração e seu foco principal é puramente jogos competitivos.

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